Prestes a Explodir: Quem disparou o míssil? A Coreia? A Rússia?
Descobre quem lançou o míssil em Prestes a Explodir!
Prestes a Explodir está disponível na Netflix! Se quiseres saber quem lançou o míssil em Prestes a Explodir, continua a ler! O novo filme de Kathryn Bigelow, Prestes a Explodir, é um tríptico conciso composto por histórias tensas que decorrem todas no mesmo período de tempo. A ação desenrola-se na manhã em que uma entidade estrangeira desconhecida lança um míssil nuclear a partir de um local não identificado.
Durante o tempo que o míssil leva a chegar aos Estados Unidos, o público conhece a sala de crise da Casa Branca, uma base militar remota, vários políticos e especialistas, bem como o próprio presidente, que reagem à crise. Os primeiros 35 minutos do filme mostram a situação de emergência na Casa Branca, principalmente através dos olhos de Olivia Walker (Rebecca Ferguson), uma alta funcionária da administração.
O pânico instala-se quando percebem que o míssil nuclear se dirige diretamente para Chicago e que será muito difícil abatê-lo. O responsável pela estação de defesa antimísseis no Alasca é Daniel Gonzalez (Anthony Ramos), que começa o dia num estado de stress extremo. Mas afinal, quem lançou o míssil em Prestes a Explodir?
Quem lançou o míssil em Prestes a Explodir?
Os dois países que estavam no topo da lista dos suspeitos de terem lançado o ataque contra os Estados Unidos eram a Coreia do Norte e a Rússia. A Rússia assegurou a Baerington que não estava por detrás do ataque, mas recusou baixar a guarda, mesmo depois de Baerington lhe garantir que não seria alvo de retaliação.
Do ponto de vista dos Estados Unidos, essa atitude parecia agressiva, pois por que razão a Rússia não confiaria neles depois de lhes terem prometido que não seria atacada? No entanto, olhando de forma racional, fazia sentido não aceitar simplesmente a promessa dos Estados Unidos de não atacar a Rússia.
Isto fez-me lembrar uma cena de Missão: Impossível - O Ajuste de Contas Final, em que Grace tentava convencer o capitão Koltsov a simplesmente recuar e deixar os americanos cumprir a missão de derrotar a Entidade, já que os americanos se viam como o único país digno de confiança. Koltsov recusou obviamente fazê-lo e perguntou a Grace se ela confiaria nos russos e os deixaria cumprir a missão de capturar a Entidade. Grace respondeu honestamente que não confiaria na Rússia apenas pela sua palavra.
Quanto à Coreia do Norte, Park explicou que eles poderiam ter atacado os Estados Unidos com o objetivo de provocar uma retaliação, sabendo que conseguiriam sobreviver a ela. Depois, pediriam ajuda em troca de desistirem dos seus planos de ataque a qualquer outro país. É de supor que negariam o seu envolvimento no ataque a Chicago, já que a “falha” dos satélites DSP teria tornado impossível localizar a origem do míssil balístico intercontinental.
A partir daí, alegariam que os Estados Unidos eram os agressores e que atacaram a Coreia do Norte partindo do princípio de que tinham sido eles a lançar o míssil. Dessa forma, os norte-coreanos pareceriam as vítimas e poderiam reconstruir os seus recursos acumulando ajuda internacional. Isso também mancharia a imagem dos Estados Unidos, que seriam vistos como um país disposto a lançar mísseis com base em suposições. Para uma explicação do final, lê isto.
Para ser claro, o filme não fornece qualquer prova de que foram realmente os norte-coreanos a lançar o míssil balístico intercontinental. Estou apenas a explicar as teorias apresentadas pelas personagens. A mensagem subentendida em toda esta paranoia é que nós, humanos, estamos tão divididos que já não conseguimos confiar uns nos outros e colocamos em risco a vida de inocentes apenas para preservar o nosso estatuto na cena internacional. Enquanto não mudarmos essa mentalidade, teremos sempre dificuldade em evoluir como espécie.