Dragon Striker: Futebol, dragões e vibe anime no Disney+
A nova aposta da plataforma junta desporto mágico, mitologia e o espírito dos grandes shonens!
Há projetos de animação em que se sente, logo desde a primeira imagem do trailer, que foram concebidos com uma convicção rara. Dragon Striker, disponível na íntegra no Disney+ a partir de quarta-feira, 10 de junho de 2026, é um desses casos.
Fruto de uma coprodução franco-americana inédita entre o estúdio parisiense La Chouette Compagnie e a Disney Television Animation, esta série de onze episódios mistura desporto de fantasia, mitologia de dragões e narrativa de iniciação. O resultado é uma produção com uma ambição visual e narrativa que nada fica a dever aos grandes títulos japoneses do género. Os fãs de anime que cresceram com Inazuma Eleven ou Captain Tsubasa acabam de encontrar a sua próxima obsessão.
Dragon Striker: sobre o que fala a série?
O mundo em que decorre a história chama-se Asteria. É um universo de fantasia pura, com os seus reinos, as suas academias de elite e as suas hierarquias mágicas, mas no centro de tudo encontra-se o Gorotama: um desporto coletivo de cinco jogadores que se assemelha ao futebol, mas no qual os participantes canalizam poderes extraordinários ligados a criaturas lendárias.
O Gorotama não é simplesmente um jogo. É uma disciplina que determina o estatuto social, o destino das famílias e o equilíbrio das forças presentes neste mundo.
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O Protagonista: Key é um miúdo de quinta de doze anos, sem magia aparente, que sonha desde sempre em entrar em Kal Asterock, a academia de elite onde se formam os melhores jogadores de Gorotama do mundo de Asteria. Um sonho inacessível, até ao dia em que descobre que possui um talento de uma potência fora do normal, diretamente ligado à sua mãe desaparecida, uma campeã lendária apelidada de Dragon Striker, cujos feitos continuam a ser alvo de relatos épicos por todo o país.
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A Equipa: Admitido em Kal Asterock, Key junta-se a uma equipa de novatos ainda sem nome, liderada pela guarda-redes Ssyelle, uma jogadora excecional capaz de abrandar o tempo, mas que tem dificuldade em unir um grupo de individualidades tão díspares.
Juntos, terão de enfrentar as equipas campeãs da escola, dominar os respetivos poderes e fazer frente a uma ameaça muito mais antiga do que as simples rivalidades desportivas: segredos enterrados no passado de Key e uma força obscura que começa a despertar.
Um universo de fantasia desportiva com referências japonesas assumidas
O que distingue imediatamente Dragon Striker das outras produções de animação juvenil disponíveis nas plataformas é a clareza e a coerência das suas referências. Sylvain Dos Santos, cocriador e produtor executivo da série, confirmou em várias entrevistas que a sua principal influência é One Piece, de Eiichirō Oda: a energia da narrativa de iniciação, a construção dos laços entre personagens ao longo das provas coletivas e a mitologia que se vai adensando progressivamente sob a superfície de uma aventura aparentemente simples.
Ao lado de One Piece, a série convoca naturalmente outras referências de peso:
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Inazuma Eleven: A série de videojogos e anime de culto da Level-5 que inventou o futebol mágico nos anos 2000.
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Shonens desportivos contemporâneos: A intensidade e foco de obras como Haikyuu!! e Blue Lock.
Mas Dragon Striker não é um simples exercício de estilo. O que torna o projeto particularmente singular é o facto de ser levado por um estúdio francês, a La Chouette Compagnie, sediado em Montreuil, misturando influências de fantasia europeia e estética da animação japonesa.
A imprensa especializada descreve o resultado como "Chrono Trigger encontra One Piece". A Animation Magazine fala de sequências de ação de "alta intensidade dramática" e de uma "mitologia expansiva" construída com um cuidado particular. O trailer, revelado no Festival de Annecy antes da sua transmissão mundial, gerou um buzz imediato na comunidade da animação internacional.
A génese de Dragon Striker: uma produção francesa no coração da Disney
Dragon Striker é o culminar de um projeto iniciado em 2022, quando a Disney+ EMEA anunciava as suas duas primeiras séries de animação originais francesas, ao lado de The Doomies (produzida pela Xilam). A La Chouette Compagnie, conhecida por Droners e pelo futuro Dreamland, conquistou a confiança da Disney Television Animation para esta coprodução transatlântica ambiciosa. O projeto tinha inicialmente envolvido a Cyber Group Studios antes da liquidação da sociedade, tendo sido depois retomado e levado até ao fim na configuração final.
A Equipa Criativa nos Bastidores
A equipa reúne três figuras complementares:
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Sylvain Dos Santos (Cocriador e Produtor Executivo): Carrega a visão global do projeto, com uma experiência que abrange produções de animação em França, no Japão e nos Estados Unidos.
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Charles Lefebvre (Cocriador e Realizador): Realizador de todos os episódios, traz à série o seu sentido de encenação desenvolvido nomeadamente em Ame agaru.
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Paul McKeown (Argumentista Principal): Com créditos em Angry Birds: Summer Madness, constrói a estrutura narrativa dos onze episódios, garantindo o equilíbrio entre os desafios desportivos, as revelações sobre o passado de Key e a ascensão da ameaça obscura.
Banda Sonora de Luxo
A partitura musical foi confiada a Kevin Penkin, compositor australiano cujo trabalho em Made in Abyss, The Rising of the Shield Hero e Star Wars: Visions lhe valeu reconhecimento internacional no meio da animação de fantasia.
Para Dragon Striker, gravou a banda sonora original no Japão com uma orquestra de 80 músicos, uma informação que diz muito sobre a ambição sonora do projeto. O genérico de abertura, intitulado Power of the Dragon, é assinado por Sarah West, enquanto o genérico de encerramento, The Very End, é composto por Kieran Rhodes.
O elenco vocal de Dragon Striker no Disney+
A versão original inglesa de Dragon Striker reúne um elenco internacional cuidadosamente constituído. Akshay Kumar (ator britânico em clara ascensão, não confundir com a homónima estrela de Bollywood) empresta a sua voz a Key. Rebecca LaChance interpreta Ssyelle, enquanto Yeukayi Ushe e Waylon Jacobs dão vida a Milo e Odward. O elenco conta ainda com Evanna Lynch (a eterna Luna Lovegood de Harry Potter) no papel de Ameline.
Elenco da Dobragem Portuguesa
Para o público nacional, o Disney+ disponibiliza a série com uma dobragem inteiramente em português, que reúne um elenco de vozes bem conhecidas do panorama audiovisual:
| Personagem | Voz Portuguesa |
| Key | Pedro Leitão |
| Ssyelle | Ana Cloe |
| Milo Stonegarden | Tiago Retrê |
| Odward Stonegarden | Guilherme Macedo |
| Ragno Garanthar | Luís Barros |
| Behemot | Mário Redondo |
| Ondine | Sandra de Castro |
| Casper Ferreiro | Telmo Mendes |
| Callista Ferreiro | Mafalda Luís de Castro |
| Pregrina Freaks | Maria Camões |
| Goyen Sugoi | Helena Montez |
| Goyen Sunspear | Rui Quintas |
| Goyen Mara O'Gargine | Alexandra Sedas |
| Dino | Carlos Macedo |
| Tournefeuille | Sérgio Calvinho |
| Tiffania Obolas | Carla García |
O elenco de vozes nacionais fica completo com as interpretações e participações de Peter Michael, Joana Castro, Sofia Cruz e Joana Coelho.
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Vozes Adicionais: Rui de Sá
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Tema de Abertura (Power of the Dragon): Interpretado por Vânia Pereira
Disponível no Disney+ a partir de quarta-feira, 10 de junho de 2026
A totalidade dos onze episódios da primeira temporada de Dragon Striker estará acessível no Disney+ a partir de quarta-feira, 10 de junho de 2026.
A série foi transmitida em antestreia nos dias 5 e 6 de junho no canal de Youtube do Disney Channel em Portugal e no Disney XD nos Estados Unidos, onde os três primeiros episódios atraíram um público numeroso logo de manhã na sua transmissão. Nos Estados Unidos, a série também está disponível no Hulu.
Para as famílias que procuram uma alternativa às produções de animação japonesas habituais, ou para os fãs de anime curiosos para ver o que um estúdio francês consegue fazer com os códigos do shonen desportivo, Dragon Striker representa uma das apostas de animação mais interessantes deste início de verão nas plataformas.